sábado, 17 de setembro de 2011

Conscientização: bullying já resultou em tragédia em Campo Grande

15/09/2011
Diogo Alves


O bullying já resultou em tragédia em Campo Grande. “Lembra daquele dia que você mexeu comigo?”, foi a pergunta que Daniela Araújo Neri, 18 fez antes de dar quatro tiros na estudante Bruna Caroline Pereira Silva, no início da noite do último dia 27 de janeiro no cruzamento das ruas Iriá e Bartira, perto da comunidade São Benedito, em Campo Grande.
As duas estudavam na Escola Estadual Antônio Delfino Pereira, onde começaram as desavenças, que terminaram em tragédia. A mãe de Bruna, Eliane Aparecida da Silva, 34, disse na época do crime que as duas sempre brigavam.
O bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva por um ou mais alunos contra um ou mais colegas, define uma cartilha da Câmara Municipal de Campo Grande.
Outro caso, de violência dentro das escolas, de acordo com a delegada da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), Maria de Lourdes Cano, ocorreu numa escola Estadual em Campo Grande, onde um adolescente de 13 anos era extorquido por outro de 14.
O assunto vem à tona novamente nesta quinta-feira (15), quando 362 escolas estaduais de Mato Grosso do Sul, realizam o “Dia Estadual de Combate ao Bullying Escolar”, com palestras, distribuição de panfletos e demais eventos.
De acordo com a delegada, todos os dias são registrados casos de bulliyng que na Polícia Civil são tipificadas como agressão, ameaça, agressão, extorsão entre outros. Ainda segundo a delegada, na maioria das vezes existe uma “platéia” que assiste às práticas, e que também pode responder por omissão.
Na manhã desta quinta, alunos da Escola Estadual Dolor Ferreira de Andrade, no bairro Maria Aparecida Pedrossian distribuíam panfletos de conscientização em relação ao assunto.
“Acho feio, magoa as pessoas”, diz a aluna Laura Beatriz, 13 do 8º ano. “Absurdo, todo mundo tem um defeito”, diz Andréia Barbosa também de 13 anos que estuda na mesma escola.
A professora de Português, Rosiane Colombo Ungari, conta que muitas vezes o bullying não chega ao conhecimento dos docentes e da diretoria, pois é feito fora da salade aula. “Os alunos que sofrem geralmente são aqueles que possuem bom desempenho escolar, ou os que têm uma tendência homossexual, ou ainda por causa da questão física, se é gordo, magro, por aí vai”, explica.
De acordo com a cartilha da Câmara Municipal, as formas de bullying são: verbais, física e moral, psicóloga e moral, sexual e o cyberbuling que utiliza a internet como meio de chacotas. A polícia e especialistas alertam que os pais estejam atentos a qualquer mudança de comportamento do filho, que pode estar sendo alvo.



Outro fator é também a de detectar o possível agressor que também pode tornar-se vítima ou vice e versa. O comportamento do praticante os aponta como indivíduos com pouca empatia, que gostam de ser cercados, admirados e temidos por outros alunos e que na sua maioria assumem posição de liderança negativa.
Fonte:midiamax-






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